quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Poison, os reis do Glam

Antes de começar a contar um pouco da história do Poison, sei que muita gente tem preconceito com bandas glam, principalmente por conta do visual andrógino adotado pelos grupos nos anos 80. Eu nunca achei legal mas ao mesmo tempo nunca me preocupei com a questão do visual. Só recomendo para aqueles que ainda tem essa visão, colocar o preconceito de lado e dar atenção a música, afinal de contas, é o que importa.



Poison é uma banda de Glam metal ou Hair Metal , como preferir, que alcançou um sucesso estrondoso no fim dos anos 80 e início dos anos 90. A banda vendeu 14 milhões de albuns, somente nos Estados Unidos e colocou 10 singles no Top 40 da parada da Billboard Hot 100, incluindo 6 faixas no Top 10 singles , com uma delas alcançando o número 1 das paradas.

Formado na cidade de Mechanicsburg, Pennsylvania, em 1983, sobre a alcunha de "Paris", o grupo consistia no vocalista Bret Michaels, o guitarista Matt Smith, Bobby Dall no baixo e Rikki Rockett na batera. Em busca de sucesso, mudaram-se para Los Angeles em 6 de Março de 1984, onde rapidamente começaram a fazer fama na famosa Sunset Strip, em Hollywood, tocando em clubes como The Rainbow, The Whisky a Go-Go e The Roxy, locais onde surgiram outras bandas do mesmo estilo como Hanoi Rocks, Motley Crue e Warrant.



Depois de assistirem a um show da banda Spinal Tap, decidiram mudar o nome do grupo para "Poison". Nesse período o guitarrista Matt Smith desiste do sonho de ser um rock star e abandona a banda para retornar a casa de seus pais na Pennsylvania. Com a vaga de guitarrista em aberto, sem perder tempo, a banda inicia uma série de audições para preencher o posto. Após vários testes, foi selecionado pela banda o guitarrista C.C. DeVille que disputou uma "final" com Slash (Guns N' Roses), dispensado por ter sido considerado, apesar de muito bom tecnicamente, "feioso" para os padrões da banda, naquela época, muito preocupada também com o visual espalhafatoso e que fazia a alegria da mulherada.

Já em 1986, Michaels, Dall, Rockett e DeVille assinaram com o selo independente Enigma Records por aproximadamente 30 mil doletas, debutando com o album "Look What the Cat Dragged In", lançado em 2 de Agosto de 1986.

Este primeiro trabalho da banda gerou 4 hits singles, sucesso nas paradas americanas: "Cry Tough", "I won't Forget You", "Talk Dirty to Me" e a faixa título.

Apesar do visual pra lá de gay, o Poison tinha o hábito de pouco antes de iniciar seus shows, mandar um roadie com uma câmera de vídeo gravar as meninas na audiência. Nas gravações as meninas contavam o que fariam caso fossem escolhidas para ter acesso aos bastidores e ficar com a banda.

Depois disso, os rapazes assistiam a fita e escolhiam as vagabundas que achavam mais interessantes. O infeliz do roadie então voltava com os famosos passes para o backstage e distribuia para as vadias escolhidas irem ao camarim depois do show. Lá dentro, as mulheres disputavam entre si a atenção dos músicos e a orgia rolava solta. Vale lembrar que algumas destas fãs, na época, ainda estudantes de 2º Grau, se tornaram famosas atrizes pornô.





Com o sucesso do album, o Poison conquistou disco de ouro, platina e platina-dupla, saindo em grandes turnês com Cinderella, Ratt e Quiet Riot e ainda gravou em 1987 um cover da música "Rock and Roll All Nite" do Kiss, incluida na trilha sonora do filme "Abaixo de Zero".

O segundo trabalho, Open Up and Say...Ahh!, foi lançado em 21 de maio de 1988, alcançando o número #2 das paradas americanas e vendendo 8 milhões de cópias no mundo inteiro. O album inclui o maior sucesso da banda, "Every Rose Has Its Thorn", junto com outros top-ten hits: "Nothin' but a Good Time", "Fallen Angel" e "Your Mama Don't Dance." Embora eu goste dos 3 primeiros lançamentos, se tivesse que indicar apenas um, eu provavelmente escolheria esse.

Uma curiosidade é que a capa original, uma mulher com aspecto demoníaco e uma língua obscena, foi censurada, ganhando duas tarjas pretas e deixando apenas os olhos em evidência. Somente mais tarde a capa seria liberada. Em 1989 a banda se tornou a 5ª melhor banda de Hard rock em vendas dos anos 80, atrás do Mötley Crüe, Def Leppard, Bon Jovi e Guns N' Roses.



Com um sucesso cada vez maior, em 21 de Junho de 1990, a banda lança seu terceiro album, "Flesh & Blood", que também chegou ao número #2 das paradas e vendeu mais de 7 milhões de cópias. Mais uma vez a capa original foi censurada, pois trazia a imagem de sangue saindo de uma tatuagem do baterista Rikki Rockett. Nas versões seguintes o sangue havia sido removido da foto.

O album se tornou multi-platinado e gerou três singles: "Unskinny Bop", "Ride the Wind" e a balada "Something To Believe In". A banda saiu em turnê mundial e no dia 18 de agosto de 1990 se apresentou no Donington's Monsters of Rock festival, ao lado de Whitesnake, Aerosmith, Quireboys e Thunder. Vale lembrar que nessa época, com o início dos anos 90 e o surgimento do grunge, a banda já adotava um visual mais sóbrio, sem os cabelos armados e tantas roupas coloridas.



Durante os shows de 1990/1991 da Flesh & Blood tour, o Poison gravou várias apresentações e em novembro de 1991, lançaram seu quarto album, um duplo ao vivo chamado "Swallow This Live". Além das faixas ao vivo dos três primeiros albuns, quatro faixas inéditas, incluindo o single "So Tell Me Why", última gravação de C.C. DeVille antes de ser expulso da banda por apresenstar problemas com dependência química e muitos atritos com os demais membros.

Mais uma vez sem guitarrista, a banda contratou Richie Kotzen, jovem guitarrista de 22 anos, também da Pennsylvania e com três álbuns solo lançados. Em fevereiro de 1993, fortemente influenciado pela contribuição do guitarrista Richie Kotzen, sai o quinto album, "Native Tongue". Como fã do Poison, eu gosto de lembrar que apesar de ser um bom album, o som é bem diferente do party rock dos 3 primeiros e muito focado no blues.

Apesar das críticas e reviews positivos, as vendas foram modestas, alcançando apenas 1 milhão de cópias pelo mundo e contendo apenas um single, o da música "Stand". Aqui a banda também muda o foco das suas letras, passando dos temas conhecidos de festa e diversão para letras mais intimistas que falavam de fé, desilusões amorosas e até mesmo de sofrimento. Tensões começaram a surgir entre o novato guitarrista e o restante da banda. Isso pq Kotzen se envolveu em um romance com a ex-noiva do baterista Rikki Rockett, Deanna Eve e assim que a banda descobriu, prontamente demitiu Kotzen, que logo foi substituido pelo guitarrista Blues Saraceno.

Apesar da hegemonia do grunge e do declínio fonográfico das bandas de Hard Rock, o Poison saiu em turnê, que inclusive passou pelo Brasil, em 1994, no festival Hollywood Rock, já com Saraceno na guitarra. Eu tive a oportunidade de assistir ao show do Rio de Janeiro, na praça da Apoteose, onde abriram para o Aerosmith.

O show durou pouco mais de 1 hora e a banda se concentrou em tocar todos os seus sucessos. Pra mim foi um excelente show, com a banda empolgada e muito bem tecnicamente. Foi a primeira e única vez que vieram ao Brasil.



O sexto album, "Crack a Smile", chegou a ser gravado, mas não foi lançado na época por problemas entre o Poison e a gravadora Capitol Records e acabou engavetado. Foram feitas apenas 300 cópias demonstrativas que hoje são itens raros de colecionador e custam uma fortuna.

Depois de 2 anos de incerteza e inatividade, para encerrar o contrato com a Capitol, o Poison lançou a coletânea: Greatest Hits 1986-1996, com os principais sucessos da carreira da banda e duas faixas inéditas: "Sexual Thing" e "Lay Your Body Down", com Blues Saraceno nas guitarras. A partir daí os integrantes partiram para outras atividades e chegou a ser ventilado o fim da banda.

Em 1999 o grupo anunciou sua volta com a "The Greatest Hits Reunion Tour" e com a formação original, com Michaels e DeVille tendo finalmente resolvido suas diferenças. A turnê foi um sucesso, com um show lotado no Pine Knob Amphitheater em Detroit para uma multidão de 18.000 fãs e uma média de 12.000 fãs por show durante toda a excursão. Uma aparição da banda no programa VH1's Behind the Music parecia confirmar a solidificação da reunião do lineup original e a redescoberta da popularidade da banda.

Com a formação original de volta e uma turnê bem sucedida revivendo os sucessos da banda ao lado de Great White, L.A. Guns e Ratt, a Capitol Records, malandramente, lançou o CD "Crack a Smile.... and More! em 2000, incluindo no album a gravação do especial MTV Unplugged, gravado para a MTV em 1991. Na minha opinião esse é o mais fraco de todos os albuns do Poison e só vale mesmo por causa das faixas bonus do acústico MTV.

Ainda em 2000, já pelo selo independente, a banda lança um novo album chamado "Power To The People", que na verdade são gravações ao vivo extraidas da Reunion Tour e mais 5 boas músicas de estúdio inéditas :"Power to the People," "Can't Bring Me Down," "The Last Song," "Strange," and "I Hate Every Bone In Your Body But Mine," essa última cantada por C.C. DeVille.

No ano de 2002 a banda lançou o album "Hollyweird", contendo somente músicas inéditas e marcando um retorno às raízes dos anos 80. Na minha opinião é um bom album mas longe da qualidade dos 3 primeiros. Uma nova grande turnê foi iniciada e a banda aproveitando o sucesso, lançou em 2003 a compilação "Best of Ballads & Blues" pra fazer a alegria dos colecionadores e ganhar uma graninha extra, já que não tem nenhuma faixa inédita.

Durante o verão americano de 2004 o Poison foi convidado para abrir todos os shows do Kiss na Rock The Nation Tour, ganhando ainda mais exposição na mídia americana. No ano seguinte a banda se deu ao luxo de tirar férias de 2 anos para que cada integrante cuidasse de seus projetos particulares.

Em 2007 o Poison lançou um album de covers, chamado Poison'd! e voltou para estrada em grande estilo, com uma grande estrutura de palco e arenas lotadas. Para celebrar o bom momento, lançaram um DVD ao vivo com um ótimo show gravado no Verizon Wireless Ampitheatre na cidade de St. Louis, Missouri para mais de 10 mil fãs.

Em 13 de julho do mesmo ano, o Poison foi a atração principal do festival de glam metal chamdo "Rocklahoma" ao lado de bandas como Cinderella e Ratt. De lá pra cá a banda fez pequenas turnês pelos Estados Unidos, sempre intercalando com os projetos paralelos de seus integrantes.

Recentemente, foi divulgada uma lista das bandas com maiores vendagens da história dos EUA, onde figura o nome do Poison, com mais de15 milhões de cópias vendidas no país, conforme pesquisa realizada pela R.I.A.A. (Recording Industry Association of América).

No último dia 23 de abril, o vocalista Bret Michaels de 47 anos, apresentou fortes dores de cabeça e foi levado a um hospital, onde os médicos diagnosticaram uma hemorragia subaracnóide, tipo grave de acidente vascular encefálico hemorrágico. Os médicos optaram por manter Bret na UTI devido à gravidade do quadro. Seu estado de saúde ainda é considerado grave, porém estável.

Bret está sendo tratado no "Barrow Neurological Institute" do hospital St Joseph's em Phoenix.
A instituição é uma das líderes mundiais em centros neurologicos e é também onde fica o Muhammad Ali Parkinson Center. Informações sobre onde o cantor estaria hospitalizado estavam mantidas em sigilo pela familia para que pudessem lidar com a gravidade da situação que Michael começou a apresentar de modo instantâneo e inesperado por todos.

O cantor passa pelo quadro mais grave e delicado da situação que envolve os 15 primeiros dias após a ocorrência e tem apresentado sintomas paralelos que dificultam a tentativa de detectarem a fonte do sangramento. Segundo o Dr. Zabramski, chefe do setor de cirurgia vascular cerebral e que lidera a equipe que trata o caso de Michael, a vontade de Bret de viver e se recuperar é inegavel. O médico cita a luta e o drama que o cantor viveu desde o momento em que sentiu as fortes dores na cabeça lutando por manter-se consciente para chegar até a sala de emergência ainda lúcido. Esse ato de imensa bravura permitiu que o atendimento a ele fosse imediato para que sua situação fosse estabilizada.

Agora é torcer pela recuperação do cara e por novas turnês do Poison e quem sabe, visitando o Brasil.

Warrant, a cereja do Glam

Entre as bandas de Hard Rock que fizeram sucesso nos anos 80 e que se reuniram com força total no final dos anos 2000, podemos apontar o Warrant. Naturais de Hollywood, California, o Warrant surgiu no ano de 1984 , fundado pelo guitarrista Erik Turner e pelo baixista Jerry Dixon. Entre os membros originais tínhamos também o vocalista Adam Shore, o guitarista Josh Lewis e o batera Max Asher.

O vocalista Jani Lane substituiu Shore e o baterista Steven "Sweet" Chamberlin entrou no lugar de Asher em setembro de 1986. Lane logo se tornaria um dos principais compositores e peça chave para a explosão da banda. Em Março de 1987, o guitarrista Joey Allen substituindo Lewis estabilizou o line-up que ganhou notoriedade na cena de bares de L.A.

A banda gravou uma demo tape em Setembro de 1987 pela Paisley Park Records, selo de propriedade de ninguém menos que o músico e cantor, Prince. Em Janeiro de 1988 o Warrant assinou contrato com a Columbia Records e em Abril começaram as gravações de seu album de estréia. De cara a banda já conseguiu o spot internacional com seu debut, "Dirty Rotten Filthy Stinking Rich", que emplacou os hit singles, "Sometimes She Cries","Down Boys"e a balada "Heaven" que alcançou o número 2 na parada Billboard Hot 100.

Na sequência do lançamento do album o Warrant excursionou com Paul Stanley, Queensrÿche, Cinderella, Poison, Mötley Crüe e Kingdom Come. Rick Steier e James Kottak, membros do Kingdom Come, mais tarde integrariam o Warrant.

O segundo album da banda, "Cherry Pie", foi lançado em Setembro de 1990 e contava com participações especiais de C. C. DeVille do Poison e Bruno Ravel do Danger Danger. O album emplacou os hits "Cherry Pie" (Presente no game "Guitar Hero II") , "Uncle Tom's Cabin" e "I Saw Red", alcançando o Top Ten nos EUA e batendo a marca de 3 milhões de cópias vendidas.

O vídeo da faixa título (que vcs conferem mais abaixo) apresentava a modelo e gostosa Bobbie Brown e recebeu uma forte exposição da MTV , se tornando o single de maior sucesso da banda. O lançamento de "Cherry Pie" foi seguido de uma tour com o Poison que precisou ser encerrada em Janeiro de 1991 depois de um desentendimento nos bastidores entre as duas bandas.

A banda chegou a excursionar com David Lee Roth pela Europa mas também encurtou a tour depois que Lane fraturou algumas costelas depois de um stage dive em Birmingham, Inglaterra. O Warrant voltou a estrada como headliner em shows pela America na 'Blood, Sweat And Beers' tour, tendo como bandas de abertura o FireHouse e o Trixter.


Os anos 90 foram marcados por frequentes mudanças de formação e apesar de, em 1992, a banda alcançar a boa marca das 500.000 cópias vendidas do album "Dog Eat Dog", o CD foi considerado um sucesso moderado. A banda ainda tocou em diversos países da Europa no festival "Monsters Of Rock" , que tinha o Iron Maiden como headliner.

Com o passar dos anos, alguns albuns lançados e constantes mudanças, o Warrant seguiu sua carreira se mantendo fiel as suas raízes. Em 2008 a banda fez uma tour de reunião com os membros da formação clássica, se apresentando no festival de Hard rock "Rocklahoma 2008".

A musicalidade do Warrant alcançou uma significativa evolução em seus mais de 20 anos de história, no entanto, o estilo "Sunset strip", típico dos anos 80 das bandas de glam metal permanece como marca registrada da banda. O curioso é que de todas as bandas daquela safra oitentista, o pessoal do Warrant e o que tinha o visual mais sóbrio da época, apesar de não dispensar o cabelo armado e as calças de couro. Eu recomendo os CDs "Dirty Rotten Filthy Stinking Rich" e "Cherry Pie".




Motley Crue

Just The Best

Motley Crue

Mötley Crüe - Tudo Que vc Precisa Saber Sobre a Banda


Esse post foi escrito especialmente para os NÃO fãs do Mötley Crüe, uma vez que percebo que muita gente nunca ouviu falar da banda, sendo que o Crüe é uma das melhores da safra Hard Rock californiana oitentista.

Eles são desconhecidos do público brasileiro, pelo menos para os não fãs de rock, mas a verdade é que principalmente nos Estados Unidos e Japão o Mötley Crüe é uma banda com demanda gigante e não tocam em lugares com capacidade pra menos de 10.000 pessoas, com turnês gigantescas.

Eu não sei explicar o fato dos caras terem sido ignorados pelo mercado brasileiro uma vez que o som é semelhante (apesar de seus elementos Hard Rock característicos que diferenciam uma banda da outra) ao de bandas como Skid Row, Guns N' Roses, Poison, Bon Jovi e outras que já tiveram sua chance nas rádios brasileiras.

Sendo assim, acomodem-se confortavelmente em seus assentos pois a postagem é um pouco longa mas vai valer a pena. Com vcs, a banda mais polêmica do cenário Hard Rock dos últimos 25 anos: MÖTLEY CRÜE.

A banda foi formada oficialmente no ano de 1981, pelo baixista Nikki Sixx e pelo polêmico baterista Tommy Lee. Juntaram-se à eles o vocalista Vince Neil e o guitarrista Mick Mars. Logo o quarteto passou a tocar nos bares e casas noturnas de Hollywood. Desordeiros desde o início, o Mötley Crüe chamava mais a atenção da mídia pelos escândalos que envolviam seus membros do que pela música em si, fato que rendeu o apelido de "Bad Boys of Rock n´ Roll".

Através de uma gravadora independente, a Lethur Records, a banda lançou seu primeiro álbum, Too Fast For Love, que alcançou certa popularidade e abriu as portas pra que a banda assinasse um contrato com a Elektra Records, que remixou e relançou o album, com melhor qualidade de som e divulgação bem maior.

1983 foi ano da consagração. Com o album "Shout At The Devil", emplacaram hits "Looks That Kill", "Too Young To Fall In Love", "Ten Seconds To Love", e um cover dos Beatles "Helter Skelter". O album ganhou disco de platina elevando a banda a um patamar bem maior.

Nessa mesma época, o vocalista Vince Neil, sob influência excessiva de álcool e drogas, envolveu-se em um gravíssimo acidente automobilístico, levando à morte seu amigo Nicholas Dingley, baterista da banda Hanoi Rocks. Neil foi preso por 30 dias, no ano 1985, pagou uma pesada fiança e foi solto, sendo condenado a prestar serviços comunitários.

Em 1985 saiu o terceiro álbum da banda, "Theatre Of Pain". O estilo das músicas havia mudado um pouco de direção, flertando mais com o Glam Rock, gênero que dominava o topo das paradas musicais e crescia cada vez mais.

A MTV exibia os vídeos da banda a exaustão, em especial, a balada "Home Sweet Home", estrondoso sucesso na época, elevando a banda à condição de uma das principais do cenário de Los Angeles.

A gravadora aproveitou o sucesso crescente e lançou também um home video chamado "Uncensored" (Não censurado), contendo imagens dos integrantes no dia-a-dia das gravações e tours, entrevistas e 5 videos musicais.

O ano era 1987 e o novo e quarto album, "Girls, Girls, Girls" mostrava um Mötley Crüe com motos, muito whiskey e muitas, muitas stripers. O video da faixa título foi imediatamente censurado, pelo conteúdo considerado ofensivo ( mulheres fazendo striptease).

A popularidade da banda aumentava cada vez mais e a banda tocava todas as noites pra arenas com 30.000 pessoas, somente nos Estados Unidos. Começaram então uma grande turnê mundial e contrataram ninguém menos que o Guns N' Roses pra fazer a abertura de seus shows. Conforme pode ser comprovado na biografia do guitarrista Slash (que estou lendo e comentarei mais tarde), foi nessa época que a banda mais abusou do consumo e da mistura de drogas e birita.

O que já era quase que esperado acabou acontecendo mesmo... Nikki Sixx teve uma overdose de heroína (onde Slash tb estava presente), que por muito pouco não o levou à morte, obrigando o Crüe a cancelar todas as datas de shows já agendadas, inclusive uma extensa tour pelo Japão.

Diante de tantos problemas quase que diários, em 1988, a banda tirou férias forçadas e se retirou da mídia uma vez que todos seus membros precisaram ser internados em clínicas para recuperação de drogados e alcoólatras.

O retorno em grande estilo aconteceu no ano seguinte, quando a banda lançou o que é até hoje, o mais bem sucedido album de sua carreira, "Dr. Feelgood", bem mais agressivo e pesado, e possivelmente o melhor e mais respeitado trabalho do grupo.

O clássico "Kickstart My Heart" chegou ao primeiro lugar da Billboard e se tornou música com presença obrigatória em todos os shows, por ser o maior sucesso da carreira da banda. É bom lembrar que o album foi produzido pelo lendário Bob Rock, que já trabalhou com Metallica, Aerosmith, Bon Jovi e muitos outros.

Em 1991 a banda lançou sua primeira coletânea, "Decade Of Decadence – 81-91", obviamente em comemoração aos 10 anos de sucesso e que contava com versões remix dos maiores sucessos e duas músicas inéditas, "Primal Scream" e "Angela", além de um cover para "Anarchy In The U.K.", dos Sex Pistols.

Depois de muitas brigas internas até hoje não muito bem explicadas, junto com o lançamento da coletânea, ocorreu a saída do vocalista Vince Neil, muito contestada pelo público. Neil partiu então pra carreira solo enquanto a banda se viu sem rumo.

Para substituir Neil, após muito tempo de inatividade, a banda escolheu John Corabi, então vocalista do The Scream, e que na minha opinião, tecnicamente, com vocais muito superiores ao de Neil embora de estilo muito diferente, uma vez que os vocais de Neil são mais agudos e Corabi tem um timbre mais grave, fazendo vocais mais "rasgados".

Em 1994 saiu um novo álbum homônimo, aliás, diga-se de passagem, excelente, e que trazia uma sonoridade bem mais pesada mas que não alcançou um grande número de vendas e contou com uma fraca turnê onde várias datas foram canceladas pela baixa vendagem de ingressos. Pra atender aos fãs antigos e aos interesses financeiros da própria banda o resultado não poderia ser outro: Corabi demitido.

Finalmente em 1997, Vince retornava à banda depois de uma carreira solo meia-boca. O Crüe lançou o CD de inéditas "Generation Swine", e assim como seu trabalho anterior, foi muito criticado
também.

Apesar das críticas a banda saiu em uma bem sucedida turnê, mas dessa vez foi o baterista Tommy Lee que acabou colocando água no chope da turma após ser preso e condenado a mais de 1 ano de prisão pelas constantes agressões físicas e discussões acaloradas em público com sua então esposa, a atriz Pamela Anderson. É bom lembrar tb que a banda ganhou uma atenção extra depois que diversos videos caseiros pornográficos do casal foram parar na internet, segundo Lee, roubados pelos pedreiros que trabalhavam nas obras da mansão do casal. Tommy Lee foi substituído mais tarde pelo ex-baterista da banda de Ozzy Osbourne, o talentoso Randy Castillo.

Em 2000 mais um álbum totalmente inédito, chamado "New Tattoo", o primeiro com Randy Castillo na bateria. O Crüe excursionou na Maximum Rock Tour, ao lado do Megadeth o que resultou no lançamento de um DVD ao vivo "Lewd, Crüed & Tattooed" gravado em Salt Lake City.

Assim como na gravação do DVD, toda a tour promocional do album New Tattoo foi feita com Samantha Malone, da banda Hole, na bateria, pq na época, Randy não podia tocar por algum tempo, em razão de complicações de saúde o que descobriu-se mais tarde ser um câncer na boca e que acabou resultando na morte de Randy em 26 de março de 2002.

Em 2004 o Mötley Crüe voltou com sua formação original e a banda saiu em turnê novamente. Uma nova coletânea foi lançada, "Red, White & Crüe", e mais um DVD, gravado ao vivo em abril de 2005, na turnê "Carnival Of Sins".

Ano passado a banda lançou o seu nono album de estúdio chamado "Saints of Los Angeles", excursionou 2 vezes pelos Estados Unidos com seu próprio festival itinerante chamado "Crüe Fest" e tocou o album "Dr Feelgood" na íntegra em comemoração aos 20 anos de seu lançamento.

Pra quem quiser dicas do que escutar da banda, somente a nata, seguem minhas recomendações mais abaixo, esclarecendo que eu não listei o CD com o vocalista John Corabi pq a banda ignora o mesmo.


Shout at the Devil (1983)
Girls, Girls, Girls (1987)
Dr. Feelgood (1989)
Decade of Decadence (1991) - coletânea
Red, White & Crüe (2005) - Cd Duplo coletânea
Carnival Of Sins (2006) - Cd Duplo Ao Vivo


Aniversario da morte de George Harrison

Hoje no Rock: 9 anos sem George Harrison

A preguiça de uma terça feira me fez recorrer ao mau hábito do repost. Muito tempo sem postar (sim, a vida anda corrida nesta Curitiba pré-verão) e me forço a apresentar algo novo para os fãs. Inicio minhas pesquisas matinais e descubro que Come Together chegou ao número um em um 29 de novembro. Bacana, merece repost.

Mas logo depois dei de cara com algo que, surpreendentemente, ainda não havia pintado aqui no blog, o aniversário de morte de George Harrison. Cadê post antigo? Tem não! Passou batido desde o início do blog,

Ridículo como escrevi sobre (quase) todos os mitos do rock nessas páginas virtuais, estejam eles vivos ou não. Clapton, Lennon, Paul, Hendrix, Page, Ringão, Bonham... todos apareceram por aqui, mas inexplicavelmente, justo meu beatle favorito passou batido.

Eu era muito novo quando Lennon foi assassinado. Tinha apenas 7 ou 8 anos, mas ainda assim lembro de quando chegou a notícia, através de um Motorádio, a bordo de um Fusca azul na estrada para Cabo Frio. Apesar de conhecer os Beatles desde antes de nascer, aquela notícia não atrapalhou a ansiedade de brincar com os primos, que estavam esperando no final da estrada. Vinte anos depois, a notícia veio de forma bem diferente.

Consciente de quem eu era, assim como de quem George era, eu já acompanhava sua carreira e sua luta contra o cancer. Pouco tempo antes, ele havia sido agredido por um louco que invadiu sua casa com uma faca. Os mais próximos dizem que nunca se recuperou do susto. A notícia veio logo de manhã, em um jornal matinal e confirmada pela internet.

Pela primeira vez na vida (inclua aí perda de parentes) senti um vazio com a morte de alguém. Harrison não era apenas o músico, mas a referência para muita coisa positiva. Engoli em seco e o nó na garganta custou a dissolver.

Talvez tenha dissolvivo apenas um ano depois, na justa homenagem promovida pelo seu grande amigo Eric Clapton, com quem viveu o triângulo amoroso mais notório da história do rock. Com ele, os companheiros de Traveling Wilburys Tom Petty e Jeff Lynne, dos Beatles, Macca e Ringo, além de Billy Preston, Joe Brown, Ravi Shankar e do próprio Eric. Talvez tenha sido a mais justa e bela homenagem já prestada a um idolo do rock.

Nove anos depois, ele ainda faz falta. Em dias posteriores ao show do Paul no Brasil, sinto que realmente faltou alguma coisa. Adivinhem quem?

Guitarrista do Twisted Sister da uma canja em bar de Curitiba.


A passagem da banda norte-americana TWISTED SISTER pela capital paranaense não se resumiu somente ao show realizado no Curitiba Master Hall e ao contato com a imprensa. A banda também se aproximou bastante dos fãs. Na véspera do show (25 de novembro), o guitarrista Eddie Ojeda aproveitou para visitar o bar Crossroads (um tradicional local freqüentado por admiradores do rock ‘n roll). Na ocasião, ele participou de uma “canja” ao lado da banda The Elder e do músico Zé Rodrigo. A cançao tocada foi “We're not gonna take it”.

confira em vídeo a surpresa reservada aos fãs que estavam no Crossroads:


Motley pode confirmar passagem pelo Brasil ainda essa semana


Segundo o site Popload, pertencente ao provedor IG, o MÖTLEY CRÜE pode confirmar sua vinda ao Brasil ainda essa semana. O site Popload [cujo colunista principal é o jornalista do 'Caderno 2' do Estadão, Lúcio Ribeiro - também curador do festival Popload Gig] afirmou nessa terça [30/11] que o CRÜE FEST, que já vinha acenando para uma data na Argentina [e Chile também, segundo o mesmo site], pode aterrissar no Brasil também, o que ocorreria no mês de março de 2011; a tiracolo também viriam as mesmasbandas especuladas pra data Argentina: Alice in Chains e Black Rebel Motorcycle Club.

Seria a primeira visita do MÖTLEY CRÜE ao nosso país, justamente no trigésimo aniversário da banda, que fez seu primeiro registro fonográfico em 1981.

Complementando as informações do [site] Popload, o próprio baixista do Crüe, NIKKI SIXX já confirmou, extraoficialmente [via Twitter] que a banda vem ao Brasil de fato em Março.

Em paralelo a isso, o vocalista da banda, VINCE NEIL, confirma a tour Sul-americana para Março e acrescenta que ‘não deverá haver disco novo da banda em 2011, mas que muita coisa especial vai sair pracomemorar a ocasião’. ‘É estranho dizer, “Temos estado juntos por 30 anos,’”, ele diz. ‘é um baita feito, se você olhar pra trás e ver o que passamos como banda. E ainda estamos aí vendendo ingressos.”