quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Duff McKagan fala sobre Rock in Rio


O baixista do velvet revolver e ex-GUNS N' ROSES, Duff McKagan, assina uma coluna semanal toda quinta-feira no SeatlleWeekly.com. Segue abaixo um trecho de uma edição de dezembro de 2009.

Assim que nosso vôo nos pegou em algum lugar na America Central, o piloto veio nos contar que os Estados Unidos tinham acabado de atacar o Iraque em algo que o Pentágono chamou de Operação Tempestade no Deserto, Isso foi em janeiro de 1991.

Antes da internet ser de conhecimento geral, e antes de haver computadores em quase todos os lares (como há agora), tocar shows de rock em locais longuínquos como o Brasil era uma aventura exótica, para dizer o mínimo. Voar até lá embaixo para ser headliner em duas noites no Rock in Rio Festival era um bocado surreal. Nós não tínhamos idéia se o Guns & Roses tinha fãs nesta parte do mundo ou não.

Minha primeira viagem para muitas terras estrangeiras, foi graças ao aumento da popularidade de minha banda. Na maioria dos lugares aos quais viajamos pela primeira vez, nós tínhamos uma idéia de quantos fãs tinhamos, porque tinhamos dados sobre as vendagens dos albuns (sim, artistas costumavam vender álbuns!). Mas em quase toda a América do Sul, daqueles tempos até hoje, CDs, camisetas e qualquer outra coisa, eram todos pirateados. Como resultado, e sem nenhum Myspace ou contagem de seguidores no Twitter, nós não tínhamos idéia de quantos fãs iriam ao show para nos ver.

Eu odeio voar. Eu sempre fui claustrofóbico. Um avião é um tubo de metal sem saída. Eu costumava me auto-medicar com o que quer que estivesse disponível. E depois de uma longa viagem como esta com entra e sai e ir e vir, eu estava exausto. O avião aterrizava e centenas de fãs estavam esperando. Eu sou muito tímido. Eles estavam super contentes. Eu me sentia como uma porra de marciano após viajar por tanto tempo e alimentando meu corpo com entorpecentes entoxicantes. Eu tinha então que chegar ao hotel para colocar minha cabeça no lugar.

Por mais engraçado que pareça agora, Billy Idol foi uma referência para mim. Não que ele soubesse disso, e isso não queria dizer que éramos realmente próximos, mas eu o conhecia o suficiente e sabia que ele iria tocar também no RiR. Às vezes, mesmo em minha própria banda eu me sentia totalmente sozinho e alienado. O fato de Billy estar lá, me deu uma sensação de segurança de alguma forma. Eu nunca falei sobre isso, e agora isso parece um pouco bobo e pateta.

Se eu pudesse realmente pintar um quadro sobre como realmente era viajar constantemente, sendo claustrofóbico e sendo adorado e amado, e sendo puxado, e retrebuindo o amor o mais forte que pudesse, e enchendo meu corpo com toda aquela porcaria, o quadro que eu pintaria lembraria algo como subir e descer escadas protegido por um cara bombado vestido de agente secreto. Com meu nome escrito em letras grandes no topo da lista de procurados. Eu sofri de uma gradual mas sólida perda de sanidade durante os três ou quatro anos iniciais. Coisas como essa que são simplesmente insanas pra mim agora, eram absolutamente normais naqueles tempos.

De volta ao fato de não saber se nós tínhamos fãs no Brasil até a conclusão: Aparentemente nós tínhamos e eram muitos. O estádio do Maracanã no Rio era o maior do mundo e nós tocamos duas noites lá.

No ano anterior a estes shows, nós infelizmente tívemos que substituir nosso baterista original por causa de sérios problemas com drogas. Nós tivemos que substituí-lo para que pudêssemos finalmente fazer o nosso novo album e viajar. A sorte estava conosco, e nós achamos Matt Sorum, que havia tocado antes com o The Cult. Matt é um puta baterista e segurou as pontas com firmeza na estrada junto conosco. Estes dois shows no Rio, 175.000 pessoas por noite, com Matt pela primeira vez como nosso baterista. Foi um batismo de fogo... com esteróides!

Aqueles primeiros shows começaram como se fosse um namoro de longa duração, com o lugar e profissão escolhidos e a América do Sul como o resultado final. Naquela primeira viagem, nós descobrimos a absoluta paixão e honestidade que os muitos fãs de rock lá tem sobre música e sobre a vida.

Aquela primeira viagem até lá pra mim, me traz memórias boas e ruins, eu acho. Eu me aborreço quando as pessoas fazem suposições do quão mágica minha banda era naquele tempo. Que nós devíamos nos sentir como princesas e que tudo nos era permitido. Pra mim é a história de 'você sempre quer aquilo que não tem'. Posso dizer que naqueles tempos muitos amigos meus trocariam de lugar comigo. Amigos cujas vidas pareciam normais e nos trilhos, enquanto a minha parecia estar saindo do controle: as pressões no meu peito e o meu estômago doente.

O engraçado é: Ter vivido estas coisas e aprendido todas as lições difíceis, a vida pra mim, como qualquer outra pessoa, é de fato o que você faz dela. Meus momentos de claustrofobia e doieira ainda estão na minha memória, mas não me pertencem mais.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entrevista de Nikki Sixx



Em agosto de 2007 Nikki Sixx, baixista do MÖTLEY CRÜE, foi entrevistado pela revista Blender onde falou, dentre outras, sobre as letras que compõe, drogas e principalmente sexo.

Blender: Você sempre teve um diário - ainda o mantém?

Nikki: "Os primeiros são de 78, 79. Costumava carregar um livro e desenhar imagens de como seriam os cenários do palco, nomes de bandas, idéias em geral. No início do MÖTLEY CRÜE senti que precisava escrever. Algumas das letras da era 'Shout At The Devil' eram cruas e realistas - coisas como 'dormi com quatro garotas'. Duas delas estavam menstruadas, não lembro o nome delas. Eu e Vince as conhecemos numa luta, ingressos esgotados, coisa de 100.000 pessoas. E a próxima teria sido algo como 'Perdi meus avós'. Já estávamos em 1985 quando meus textos começaram a desabrochar, e se transformaram no que são hoje: o relato das coisas que vivo".

Blender: Sua mãe foi casada com o comediante Richard Pryor. O que você recorda sobre ele?

Nikki: "Morávamos em um apartamento no Sunset Boulevard, eu tinha uma irmã bem mais jovem e minha mãe podia ir cuidar das coisas dela que eu era capaz de ficar tomando conta de minha irmã durante dias. Me lembro de um dia estar brincando no parquinho do prédio com minha irmã e ter visto mamae e Richard chegando. Ambos estavam muito cansados, e ela me disse 'Oh querido, eu te amo muito' e seguiu para o apartamento".

Blender: Quando adolescente você negociava dorgas. O que exatamente você vendia, e você era bom na coisa?

Nikki: "Vendia maconha, ácido e mescalina com chocolate: nós misturávamos a mescalina com chocolate, arrumávamos cápsulas de vitaminas que esvaziávamos para colocar a mescalina, era muito comum em Seattle no final dos anos setenta. Sempre torrei o que faturava com meu próprio consumo, não ganhei dinheiro com isto".

Blender: Qual a pior coisa que já disseram sobre você em uma música?

Nikki: "Alguém disse que 'Tattooed Millionaire' do bruce dickinson fala sobre mim, mas eu não sei. Tem a ver com o fato de eu ter transado com a mulher dele, que eu acho que ficou chateado. Não foi culpa minha, quero deixar isto bem claro. Ela era esposa dele, mas eu não sabia. E acho que Bruce só tomou conhecimento quando saiu [a biografia] 'The Dirt', eu deveria ter guardado segredo. E 'Money For Nothing' do DIRE STRAITS é sobre o MÖTLEY CRÜE — 'Money for nothing and the chicks for free... that little faggot got his own jet airplane' ['Dinheiro para nada e garotas de graça... aquele viadinho tem seu próprio avião']. Ao que consta, eles [o pessoal do DIRE STRAITS] estavam numa loja onde todas as TVs estavam exibindo o MÖTLEY CRÜE, foi daí que tiveram esta idéia - não foi genial?"

Blender: Já experimentou o Viagra?

Nikki: "Nos últimos anos, quando estava excursionando, tomei Viagra e Cialis. Estas coisas detonam. Estávamos tocando em algum lugar e havia uma modelo belíssima - ela veio ao show e ficamos conversando e circulando. Ela era divertida, inteligente - e começou a rolar um clima. Daí ela disse que iria ao meu quarto mais tarde para trocamos idéia, assistir um filme. E eu respondi 'ok'. Daí pedi para que alguém me arrumasse o Cialis do qual vinham falando. Tomei - e a modelo nunca apareceu. Foi uma noite horrível".

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Girls Girls Girls

O MÖTLEY CRÜE sempre cultivou uma imagem de durão, e o clipe de "Girls, Girls, Girls" não é uma exceção, com couro, strippers e motos. Mas em vídeos nem sempre tudo é o que parece, e em uma entrevista com a VH1 News, o baterista Tommy Lee carinhosamente lembrou que o guitarrista Mick Mars - que não sabe andar de moto - teve uma pequena ajuda na filmagem.

"Estávamos filmando o clipe de "Girls, Girls, Girls" e todos nós andamos de Harley (N.T.: Harley-Davidson, famosa marca de motos americanas), menos Mick (Mars), e cada vez que eu via o clipe é realmente engraçado, porque eu vou estar vendo, assim como você, que nós estamos pilotando e Mick está na moto sendo rebocada por um caminhão atrás da câmera e a moto nem se mexe", (Tommy) Lee explicou. "Todas as vezes que eu vejo aquilo eu acho muito legal, simplesmente porque ele não pilota. Ou você anda de moto ou você não anda, não existe um meio-termo".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Slash fala sobre possivel reunião do Guns n' Roses e outros



O lendário guitarrista Slash (VELVET REVOLVER, GUNS N 'ROSES) foi o convidado especial na edição de sexta-feira, 29 de outubro, do programa de rádio "Friday Night Rocks" de Eddie Trunk. Alguns trechos da entrevista seguem abaixo:

Sobre o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, ter aceito participar do programa "American Idol":

Slash: "É realmente decepcionante que ele tenha feito isso, por qualquer razão – tendo em vista o fato de eu conhecê-lo, conhecer o restante da banda, saber a chateação deles e considerando o tempo de estrada. E isto só porque 'American Idol' é o que é, difícil eu conseguir compreender".

Sobre Duff McKagan se juntar no palco com o GUNS N 'ROSES no dia 21 de outubro, em Londres, Arena O2 da Inglaterra:

Slash: "Foi legal. Eu recebi um e-mail do Duff dizendo 'eu estou em um hotel, e Axl [Rose, vocalista do GUNS N' ROSES] está no quarto ao lado'. E foi assim que tudo começou. E ele meio que me manteve atualizado ao longo do dia e em um momento ele disse que estava indo para o local com Axl. E eu fiquei tipo, 'Uau!' Porque vários anos se passaram. E a próxima mensagem é que ele estava indo juntar-se ao palco com eles ou algo do tipo. E assim foi, e eles tocaram cinco ou seis músicas. Então foi legal. E no dia seguinte ele me disse que foi ótimo, tudo estava muito legal, eles saíram e jantaram, e assim eles, sei lá, se restabeleceram ou algo do tipo. Tudo considerado, a única coisa que eu disse sobre isso foi que... porque eu sei que eles ainda acabaram se apresentando com uma hora de atraso. E eu estava, tipo, 'Oooh.' Essa é a única parte que teria deixado um gosto ruim na minha boca, apoiar isso".

Sobre o porquê de ele (Slash) parecer ser o único membro da formação clássica do Guns N 'Roses com quem Axl não está “bem”:

Slash: "Eu acho que há alguma coisa profundamente semeada ali. E realmente só pode ser do momento em que eu finalmente disse 'eu tenho que ir". Acho que houve uma certa sensação de abandono. Provavelmente decorre disso. E mesmo que eu tente manter minhas falas politicamente corretas nessas situações, eu tenho expressado a minha opinião sobre a situação, especialmente quando o primeiro trabalho do velvet revolver saiu. Eu fui inundado com toda a imprensa presente e isso era tudo que queriam perguntar, e minha primeira reação foi desafogar. Então havia um monte de negatividade que foi expressa naquele momento e tem sido perpetuada pela mídia. Portanto, existe um certo tipo de tensão retida".

Sobre considerações em fazer parte de uma reunião da formação clássica do Guns N 'ROSES:

Slash: "Já se passou muito tempo. Considerando tudo, se ele [Axl] decidisse que ele realmente quer fazer isso e os outros caras também quisessem fazê-lo... Quer dizer, eu sei que estão todos por aí, mas não houve nenhuma conversa, tipo, 'Vamos reunir a banda novamente’. Se todos quisessem fazê-lo, e estivesse tudo claro entre nós - o que significaria limpar algumas coisas pessoais, o que hoje nós sequer começamos a fazer, então a maior e mais importante parte do que fomos [estaria de volta]... Porque parece que seria muito divertido de fazer! Só voltar, parece algo relativamente simples e há milhares de fãs que amariam ver isso. Seria legal. Mas nós teríamos que fazer as coisas diferentes de como fizemos em 91, 92, 93, ou que seja.... E eu não acho que isso seja desafiador. Essa produção toda teria de ser reduzida e funcionar como uma banda real de trabalho, e eu não acho que isso seja recuperável".

nunca acredite na globo!

Na matéria, Vitão Bonesso, locutor do programa Backstage da rádio kiss FM, explicou que a grande imprensa realiza as coberturas do heavy-rock de forma superficial e incompleta. “A mídia hegemônica não está preparada para cobrir o gênero, assim a cobertura termina sendo, como é de se esperar, rasteira, cheia de erros e sensacionalista”, argumenta o locutor.

Como prova desses fatos relatados na reportagem publicada em abril, a Rede Globo andou mostrando como “entende” do assunto heavy-rock. O portal da globo.com, o G1, noticiou que Janick Gers e Nicko McBrain eram membros do METALLICA, sendo que o primeiro é guitarrista e o segundo é baterista do IRON MAIDEN. Segue link dessa publicação do G1.

Para completar as gafes, uma reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, mostra a apresentação do iron maiden, em Manaus, e a repórter apresenta o “camarim do integrante Lauren Harris”. Lauren Harris é, na verdade, a filha de Steve Harris, baixista da banda. Essa gafe está em vídeo online (confira aos 1:52).

Na comunidade oficial do AC/DC Brasil, há um post dedicado à gafe cometida no programa Caldeirão do Huck, ainda da Rede Globo. No inicio do programa, o apresentador Luciano Huck joga Rock Band com campeões do game. Todos vestidos de Angus Young, inclusive Huck, tocam a música “Back TO Black” ao invés de “Back in Black”. Perdeu essa? Confira aqui aos 2:08.

Para incrementar o conhecimento da Rede Globo no gênero heavy-rock, a jornalista do SPTV apresentou o ac\dc como “ACÊ DÊ CÊ”.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Erik Turner fala sobre born again e saída de Jani Lane


Após um longo tempo de espera os fãs finalmente poderão curtir um novo trabalho de estúdio da banda norte-americana Warrant. O álbum estava programado para sair em 2002, mas o grupo teve que reformular todo o seu line-up e somente agora lançou Born Again. A saída do vocalista Jani Lane - que esteve presente na fase área do grupo, no começo dos anos 90, especialmente com o platinado Cherry Pie(1990) - teve forte impacto na mídia, mas bastou o anúncio de que seu substituto seria Jaime St. James (Black 'N Blue) para que os ânimos se acalmassem. Neste sexto álbum da carreira, além de ter St. James, o Warrant ainda conseguiu trazer de volta quatro integrantes originais - Erik Turner e Joey Allen (guitarras), Jerry Dixon (baixo) e Steven Sweet (bateria) -, afora ter Pat Regan (Kiss, Ted Nugent, Mr. Big, Heaven & Earth, Ritchie Blackmore) cuidando da produção. Erik Turner nos conta mais...

O plano inicial seria lançar o novo álbum de estúdio em 2002, mas Born Again só saiu agora, em abril de 2006. Este atraso se deve exclusivamente por causa dos problemas que vocês tiveram com a saída do vocalista Jani Lane?
Erik Turner: Quando Jani estava na banda nós sempre falávamos sobre gravar um novo CD, mas quando foi a hora de efetivamente fazê-lo, Jani estava ocupando com outras coisas que eram mais importantes para ele naquele momento. Desta forma, quando reunimos quatro dos integrantes originais com Jaime St. James nós começamos a compor as músicas.

Quando ficou decidido de forma oficial que Jani Lane estava fora da banda? E o que você pode falar em relação aos outros integrantes que retornaram?
Erik: Bem, o que aconteceu foi que o próprio Jani se demitiu e aí chegou Jaime St. James. Na mesma época da chegada de Jaime, o Joey Allen voltou para a banda. Já Steven Sweet não queria retornar no começo, mas aí nós entramos em contato com nosso velho amigo e baterista, o Mike Fasano. Ele fez um show conosco e aí Steven entrou em contato para voltar.

Mas em 2005 vocês anunciaram que Joey Allen estava dando um tempo indeterminado dos trabalhos e que não sairia em turnê por causa de problemas pessoais. O que aconteceu?
Erik: Ele é um integrante oficial e permanente da banda, mas aconteceu quase isso mesmo. Ele não deu um tempo, apenas ficou impossibilitado de participar de três shows que realizados e isto ocorreu por causa de outros compromissos que ele tinha agendado anteriormente. Sabemos que ele ainda poderá perder um ou outro show no futuro, mas está integrado ao Warrant.

Vocês chegaram a trabalhar com os produtores Beau Hill e Michael Wagener, mas como foram os trabalhos ao lado de Pat Regan (Kiss, Ted Nugent, Mr. Big, Heaven & Earth, Ritchie Blackmore) para o Born Again?
Erik: Bem, o Beau produziu três trabalhos do Warrant e Michael Wagner um, mas eles têm estilos bem diferentes. Acredito que nós tivemos muita sorte de ter Pat trabalhando conosco neste novo CD. Ele é um grande produtor, engenheiro de som, sabe tudo de mixagem, além de ser um ótimo tecladista e também ter a manha de editar o som. Para nós foi realmente muito bom estar ao lado dele!

O título Born Again é quase óbvio, considerando o que aconteceu com a banda e com a cena do Hard Rock. Que deu a idéia de usá-lo e o que você está achando deste renascimento do Warrant?
Erik: Eu achei que seria uma boa idéia e um título legal porque ele descreve bem onde estamos musicalmente em nossa carreira. Pensar que nossa música estaria nascendo de novo soou muito bem para nós (risos).

A Big Rock Music lançou o Born Again no Brasil. Você acredita que um dia terão a chance de sair dos EUA e vir fazer shows por aqui? Jani Lane uma vez realizou um set acústico, em meados de 1998 aqui em São Paulo...
Erik: Sim, estamos planejando mesmo tocar fora dos Estados Unidos este ano para promover o novo CD. Não temos nada agendado oficialmente, mas acredito que o momento está chegando... Amamos todos daí e queremos longa vida ao Rock!

Então acho que estão pensando em gravar um DVD ao vivo desta turnê doBorn Again...
Erik: Por enquanto não temos nada planejado com relação a um DVD ao vivo da nova turnê. Mas isto eu estou falando hoje, pois com certeza isto acontecerá mais para frente. Estamos trabalhando em um DVD que virá como bônus do novo CD e ele se chama Delvis Video Diaries.

Muitos problemas começaram a afetar o Warrant em 1993, mesma época em que o Grunge se fortaleceu. Como foi esta fase para vocês, ainda mais que surgiram rumores de que um alto funcionário da gravadora Sony disse "O Grunge entrou com tudo e estamos descontentes com vocês"...?
Erik: Ninguém nunca disse nada para nós. O álbum Dog Eat Dog saiu normalmente, mas era óbvio que a MTV e as rádios não iriam dar atenção e nos apoiar. Aí aconteceu de Jani Lane nos deixar pela primeira vez. Eu acho que aquele trabalho nunca teve a atenção que merecia.

Por falar em problemas, é verdade que em 1991 vocês brigaram com o pessoal do Poison no camarim? Digo isto porque depois o Warrant chegou a tocar de novo ao lado do Poison, após o lançamento do Under The Influence, em maio de 2001?
Erik: É verdade isso e muitos anos depois nós tocamos com o Poison novamente e foi muito legal. Sem nenhum problema...

Qual a sua opinião sobre o álbum Ultraphobic (1995), que foi ainda menos aceito que o Dog Eat Dog?
Erik: Eu acho um grande CD e, curiosamente, escutei-o na noite de ontem (risos).

Gostaria que você falasse a respeito de alguns hits do Warrant, que ficaram registrados como clássicos do Hard Rock, como I Saw Red, Blind Faith, Down Boys, Uncle Tom's Cabin, Cherry Pie, Machine Gun...
Erik: Sem problemas... A I Saw Red o Jani fala que é a única música que ele escreveu de verdade. A Blind Faith é uma bela composição e ela foi tocada no meu casamento. O primeiro hit mesmo foi a Down Boys. Aí me detonamos com aUncle Tom’s Cabin e a Cherry Pie, que me lembra de clubes de strip. Do Dog Eat Dog me vem à mente a Machine Gun. Outra bela música é a Bed Of Roses.

Você vê alguma chance para o ressurgimento do Hard Rock, com novas bandas e uma geração atual tocando o estilo?
Erik: Posso recomendar que dêem uma checada no Avenge Sevenfold. Existem algumas bandas boas por aí, o problema maior é encontrá-las e fazer com que tenham mais visibilidade.

Entrevista publicada na edição #88 da revista ROADIE CREW (maio de 2006)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conquistando a nova geração de rockeiros

















O rock da época dos nossos avós e pais está ganhando novos fãs. As músicas não foram regravadas nem voltaram às rádios. A descoberta do som de bandas iradas, como Queen, The Beatles, Deep Purple e Aerosmith, é feita graças aos games musicais, como Guitar Hero e Rock Band.

“Logo que comecei a jogar, achei as músicas legais”, diz Breno Lozano Soares, 9 anos, de Santo André. Para conhecer melhor os grupos de rock que curte nos jogos, pesquisa vídeos e informações na net. Atualmente, a música favorita do menino é Iron Man, da banda inglesa Black Sabbath. O amigo Arthur Gomes, 8, prefere Yellow Submarine, dos Beatles.

Marco Antonio Moreto, 8, nem tinha nascido quando seu ídolo dos games e da vida real fazia sucesso. “O Slash (guitarrista da Guns ‘n” Roses) é o melhor. Gosto dos solos de guitarra que ele faz”, conta o menino, que tenta baixar vídeos com o cara para assistir sempre.

Apesar de gostar das músicas, Marcella Ruiz Maritan, 10, acha o visual de algumas bandas do passado bem estranho. “O Paul Stanley (vocalista do Kiss) pintava o rosto de branco, fazia uma estrela no olho, usava macacão preto e botas gigantes. Era muito diferente.”

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Fonte: www.dgabc.com.br