sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Voltando ao Glam




O Glam rock (menos comum, e principalmente nos EUA, conhecidos como glitter rock), era um estilo de música nascido no final dos anos 60 e popularizado no início dos anos 70. Era principalmente um fenômeno inglês que foi difundido em meados de 1971 e 1973. Nos EUA, o Glam rock teve um menor impacto e foi apenas difundido por fãs de musica nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles. O Glam foi marcado pelos trajes e performances com muitos cílios postiços, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas, paetês e trajes elétricos dos cantores. Eram os tempos da androginia e do glamour e suas musicas

agitadas de rock n’ roll esbanjavam energia sexual. A ênfase lírica abordava a "revolução adolescente" (T. Rex - “Children of the Revolution “, Sweet - “Teenage Rampage“) assim como uma ampla notoriedade na direção de temas heterosexuais, sobre a decadência e fama.

Os cantores de Glam freqüentemente vestem-se de forma andrógina, com maquiagem vistosas, trajes extravagantes não diferentes aos que Liberace e Elvis Presley vestiam quando tocavam em cabarés. Um exemplo famoso seria David Bowie


Stardust e Aladdin Sane. Ambigüidade sexual percebida era em resumo uma moda: algumas bandas começaram a tocar com trajes patentemente ridículos.
Mais que um gênero musical, o Glam Rock, também chamado de Glitter Rock, tem a ver com estilo. Um estilo nada discreto que apareceu na Inglaterra do início dos anos 70 e se popularizou principalmente a partir da explosão do alter-ego de David Bowie, Ziggy Stardust. Não sendo um gênero musical fechado e bem formalizado, as mais diferentes bandas foram classificadas de Glam. Desde o pré Hard-Rock de Garry Glitter e Kiss até punk de butique (esse sim o verdadeiro) do New York Dolls, passando pelo tecno-pop do Roxy Music. Pode se dizer até que o Queen tem um pezinho, ou quem sabe um bigodinho, no Glam.
A performance de palco, um elemento muito importante para as bandas de Rock em geral, foi potencializada pelo Glam Rock. Até o início dos anos 70, os concertos das bandas de Rock não tinham nada de grandiosos. No início dos anos 60 Bandas como Beatles, Rolling Stones e The Who tocavam em clubes, casas de show ou faziam turnê com uma dezena de outras bandas. Na América hippie, eram comuns grandes concertos e festivais com diversas bandas se apresentando. Mesmo nos grandes shows do início dos anos 70 de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Rolling Stones, pouca atenção era dada aos elementos cênicos. Em meio aos cabelos coloridos, trajes espalhafatosos, pirotecnia, iluminações das mais diversas, fogo, fumaça, androginia e muita maquiagem, as bandas Glam levaram às últimas conseqüências a palavra show.
Nascido na Inglaterra do início dos anos 70, a Glam Rock pode ser entendido como uma reação à seriedade do Rock Progressivo e da contracultura, mas também como a extensão desses movimentos. O estilo das bandas de Glam pode ser definido como uma combinação da “elegância” ultra colorida dos hippies com a dureza do mods. Da mesma forma, a sonoridade do Glam Rock varia entre a frivolidade flower power – algumas canções de David Bowie, Gary Glitter e Kiss – ao som seco que influenciaria o punk rock – outras canções de David Bowie e principalmente o New York Dolls.
Importando, traduzindo e misturando o Glam Rock com o folclore e a literatura nacional, os Secos e Molhados foram um dos grupos mais festejados na história do Rock nacional. As performances de Ney Matogrosso com trajes de índio, rebolados ao estilo Carmem Miranda e vocais agudos renderam à banda sucesso de crítica e público. Seu primeiro e clássico disco bateu Roberto Carlos em vendagens, com mais de um milhão de cópias vendidas, e arrastou multidões enlouquecidas aos shows pelo país. Um desses shows, assistido por mais de 25 mil pessoas no Maracanãnzinho, foi transmitido via televisão para todo o país – um fato marcante para a mídia brasileira já que essa foi a primeira vez que isso acontecia. Enquanto os Mutantes, ou o que restava deles, se entregavam cada vez mais ao LSD e ao Rock Progressivo se tornando cada vez mais antiquados e esquecidos, Rita Lee parecia estar mais atenta às novas tendências do Rock. Em seu grupo Tutti Frutti usava e abusava do visual baseado em cabelinhos escorridos, botas de cano alto e bocas rebocadas de batom. Outro grupo que entrou na moda foi o Casa das Máquinas. Apesar de depois ter tocado Rock Progressivo, seu primeiro disco tinha o som e visual do Glam Rock. O Made In Brazil, que em um primeiro momento teve muita influência do Blues e Rock´n Roll tradicional, também andou por aí se pintando, especialmente no disco ‘Jack, o estripador’, lançado em 1976. Mais tarde a banda se voltou para o Hard Rock, mas seu vocalista e fundador, Cornelius Lúcifer, levou adiante o namoro com o glam em seu único disco solo. Os maiores, e menos conhecidos, representantes do Glam no Brasil são Eddy Star, ex-parceiro de Raul Seixas e Sérgio Sampaio e Serguei. Eddy Star se apresentava com um visual escrachado e um repertório variado, que incluía Haroldo Barbosa, música inédita de Roberto Carlos (‘Claustrofobia’) e Lupicínio Rodrigues, ele surgiu e desapareceu tão rapidamente quanto o glam rock no país. Seu único disco, lançado em 1975, continua inédito em cd. Já Serguei continua tocando, talvez tocando seja um exagero, até hoje e teve como ponto alto de sua carreira um apresentação no Rock´n Rio II. Recentemente Serguei se tornou pansexual, ampliando assim seu horizonte artístico.

Twisted Sister no Brasil


Já estão á venda os ingressos para as duas apresentações da banda norte-americana
Twisted Sister no Brasil, na sexta feira, 26 de novembro em Curitiba no Curitiba Master Hall, e no sábado 27 de novembro em São Paulo na Via Funchal ás 22:00
A classificação indicativa será de 12 anos.

Setor
Preço (R$)
Pista Premium (em pé)
Pista
Mezanino
Camarote
200,00
140,00
200,00
250,00



Bret Michaels novamente com problemas de saúde


Segundo notícia divulgada pelo site Blabbermouth.net, o cantor Bret Michaels (POISON) teria sido novamente admitido em um hospital nesta semana, após apresentar quadro de hemiparesia/hipoestesia (redução aguda da força e sensibilidade) no lado esquerdo do corpo, predominantemente na face e na mão, o qual foi considerado pelos médicos como um ataque isquêmico transitório ou iminência de um novo AVC.

Enquanto exames de tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética estavam sendo realizados, Michaels foi submetido também a um Doppler da circulação em suas pernas e a um ultrassom de abdômen inferior, ambos buscando por possíveis coágulos sanguíneos. Além disso, alguns exames cardíacos foram conduzidos, os quais mostraram a existência de uma condição conhecida como Forame Oval Patente, espécie de orifício que permite a comunicação entre os dois lados do coração, comunicação essa que não deve existir em condições normais. De acordo com a nota, os médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico de Bret confirmaram os problemas.

O neurocirurgião responsável teria afirmado que, sem dúvidas, a notícia do diagnóstico de um Forame Oval Patente era algo "devastador" para Bret e família, mas que a boa notícia seria a de que tal condição é operável e, portanto, tratável. Este problema explicaria o ataque isquêmico transitório sofrido pelo cantor, porém dificilmente teria alguma relação com a hemorragia cerebral que Michaels sofreu há poucos dias. Mais uma vez, a iniciativa de procurar imediatamente o hospital após perceber uma alteração foi determinante na recuperação.

Segundo o relatado pelo médico: "Eu percebo que Bret quer se recuperar totalmente, para poder estar ativo ao lado de sua família, para tentar estar presente na final do 'Celebrity Apprentice' e, acima de tudo, voltar a excursionar e fazer música. Sem dúvidas, ele está muito determinado a ficar saudável novamente e 100% recuperado. Falando como médico, é uma atitude excelente tanto mental quanto fisicamente. Contudo, o cérebro e o corpo de Bret ainda não estão 100%, especialmente após esse novo problema encontrado no coração. Mais testes serão realizados durante a semana e nos próximos dias já terei informações sobre como esse Forame Oval Patente será tratado. Por enquanto, Bret terá um tratamento com cuidados ambulatoriais, o que inclui uma injeção diária de Lovenox (uma substância anticoagulante) e testes sanguíneos para controle".

De acordo com Janna Elias, representante de Michaels, "Bret quer que todos saibam que ele não pode agradecer o suficiente por toda a força, orações e boas vibrações que as pessoas têm lhe enviado. Mesmo que estes últimos meses tenham sido difíceis para ele e sua família, especialmente este revés mais recente, ele está de bom humor, nas mãos de excelentes médicos e esperançoso de que tudo vai ficar bem. Ele está pra cima, andando, falando, continuando com sua reabilitação diária e muito feliz por estar vivo, mas ele deixou claro que está doente e cansado de estar no hospital".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Classic Rock

  • Faixas
  • CD 1
  • 1 - Eye in the sky - Alan Parsons Project
  • 2 - Heat of the moment - Asia
  • 3 - (I just) died in your arms - Cutting Crew
  • 4 - Separate ways (worlds apart) - Journey
  • 5 - Kayleight - Marillion
  • 6 - Who can it be now - Men at work
  • 7 - Time stand still - Rush
  • 8 - Born to be wild - Steppenwolf
  • 9 - Burning heart - Survivor
  • 10 - We`re not gonna take it - Twisted sister
  • 11 - Miles away - Winger
  • 12 - Woman in chains - Tears for fears
  • 13 - Talking out of turn - The moody blues
  • CD 2
  • 1 - All for a reason - Alessi brothers
  • 2 - More than a feeling - Boston
  • 3 - Centerfold - J. Geils Band
  • 4 - Play the game tonight - Kansas
  • 5 - Down under - Man at work
  • 6 - Breaking all the rules - Peter Frampton
  • 7 - Rock like a hurricane - Scorpions
  • 8 - Rosana - Toto
  • 9 - Valerie - Steve Winwood
  • 10 - Love ain`t no stranger - Whitesnake
  • 11 - Owner of a lonely heart - Yes
  • CD 3
  • 1 - Only time will tell - Asia
  • 2 - Hold on - Santana
  • 3 - Don`t stop believin` - Journey
  • 4 - Overkill - Men at work
  • 5 - Show me the way - Peter Frampton
  • 6 - Big city nights - Scorpions
  • 7 - Eye of the tiger - Survivor
  • 8 - Everybody wants to rule the world - Tears for fears
  • 9 - Ride like the wind - Christopher Cross
  • 10 - Georgy porgy - Toto
  • 11 - The final countdown - Europe
  • 12 - Danger zone - Zenny Loggins

Tudo isso por apenas $44,90

Skid Row



Bem... a galera anda pedindo pra escrever um pouco sobre essa que na minha opinião é a banda mais conhecida do gênero, as meninas com certeza tem assim como eu uma quedinha pelo delicioso frontman Sebastian Bach, mas o resto da banda é legal também.

foi formado em 1986 por Dave Sabo (guitarra) e Rachel Bolan (baixo).Sebastian Bach assumiria os vocais, Scotti Hill na guitarra e Rob Affuso a bateria, o nome foi comprado de uma banda de rock irlandesa, surgida em 1967, que gravou dois álbuns, em 1970 e 1971, um de seus integrantes foi Gary Moore que tocou com o grupo Thin Lizzy. O nome foi comprado por cerca de 35 mil dólares.
Já no ano seguinte, 1987, a banda começa a ganhar prestígio e Jon Bon Jovi, outro roqueiro líder da famosa banda Bon Jovi, também de Nova Jérsei, amigo de infância de Dave "The Snake" Sabo, consegue arranjar um contrato com a gravadora Atlantic Records para a banda. O álbum de estréia do grupo viria em 1989 com o mesmo nome da banda. Este disco trouxe dois dos maiores hits do ano, "18 and life" e a balada "I Remember You".
Após dois anos e meio de inatividade é lançado Slave to the Grind. O álbum mostra o talento do grupo, muito mais voltado para o heavy metal mas ainda com muita influência de hard rock, traz composições como "Monkey Business", "Quicksand Jesus", "Slave to the Grind", "In a Darkened Room" (muito elogiada pela crítica) e a balada "Wasted Time". Slave to the Grind chamou bastante atenção, já que foi o primeiro álbum de metal a estrear no topo na parada da Billboard. Neste mesmo ano a banda abriu os concertos da turnê Use Your Illusion do Guns N' Roses nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
No ano seguinte (1992), é lançado o EP B-side Ourselves, com cinco covers, canções como "Little Wing" de Jimi Hendrix e "Psycho Terapy" dos Ramones. Rob Halford participou na canção "Delivering The Goods". Colhendo elogios, fãs e prestígio, o Skid Row foi uma das bandas mais bem sucedidas do início dos anos 1990.
Em 1995, é lançado Subhuman Race, totalmente diferente dos anteriores. Destaque para "My Enemy", "Into Another" e "Breaking Down" (que aparece no filme A Profecia). Ainda é lançado, no mesmo ano no Japão, o disco ao vivo Subhuman Beings on Tour. Após todo aquele prestígio mencionado ter ido por água a baixo graças ao grunge de Seattle, e sem apoio da mídia e da MTV, Subhuman Race não teve boa repercussão, e em 1996 o vocalista Sebastian Bach é expulso da banda por divergência de opiniões, um suposto final para o Skid Row foi um concerto desastroso no Brasil. Segundo Bach, depois deste concerto, onde teve muitas vaias, ele nunca mais teve contato com a banda.
Já em 1998, Sebastian Bach volta com um álbum solo, Bring Em Bach Alive. Trazendo cinco canções novas de estúdio e onze antigas, gravadas ao vivo em um concerto em Tóquio. Nesse trabalho Sebastian Bach é acompanhado por Richie Scarlet e Jimmy Flemion nas guitarra, Larry no baixo, e Mark Mconnell na bateria. Apesar de ter vendido menos que qualquer disco do Skid Row, Bring Em Bach Aliveagradou os fãs e a crítica.
Paralelamente ao projeto de Sebastian Bach, é lançada a coletânea Forty Seasons com 16 faixas. Inexplicavelmente ficaram de fora "Wasted Time" e "In a Darkened Room", apesar desse lapso, traz um bom repertório, com destaque para duas canções inéditas "Forever" (bem hard rock na linha do primeiro trabalho) e "Fire in the Hole" (mais pesada como no segundo álbum).
Sem o seu vocalista original, o Skid Row foi reformulado pelos guitarristas Scott e Snake e pelo baixista Rachel Bolan, que se juntaram ao vocalista Johnny Solinger e ao baterista Charlie Mills em uma turnê com o Kiss pelos EUA. Charlie foi logo substituído por Phil Varone. Com esta formação lançaram o single chamado "Thick Is The Skin" e saíram em turnê com o Tesla, Vince Neil e Jackyl. Inegavelmente foi influenciado pela banda Van Halen ( eu acho)

Crüe


A revista Classic Rock, em sua edição original inglesa [há uma sucursal russa da publicação] desse mês traz uma curta sessão de bate-papo com o vocalista do MÖTLEY CRÜE, VINCE NEIL, que continua promovendo sua recém-lançada autobiografia, Tattoos & Tequila.

A seção, ironicamente chamada de ‘Heavy Load – Heavy Questions for Heavy Rockers’ [Carga Pesada – Perguntas Pesadas para Roqueiros Pesados, uma saia justa considerando-se que o peso de Vince tem sido muito sondado nos últimos 10 anos], revela a atual postura de Vince em relação à carreira musical, entre outras coisas:

Classic Rock: Como você se classifica como um vocalista?

Vince: Minha voz melhorou ao longo dos anos. Eu canto melhor agora do que jamais cantei, o que me deixa muito feliz (...) Mais à frente, na mesma entrevista, Vince declara: (...) ‘Alguns artistas gostam de compor discos. Eu prefiro abrir outro restaurante’.

Em notas de rodapé da mesma edição da revista, é mencionado que Bob Rock, produtor de alguns trabalhos do Mötley Crüe, afirma que a faixa-título do álbum ‘Dr. Feelgood’, maior sucesso de vendas da banda, teve que ser gravada ‘palavra por palavra’ de modo que Vince conseguisse cantá-la adequadamente.